Visita de estudo ao mosteiro da Batalha e grutas de Mira de Aire

No dia de 15 de abril, os alunos do 7.ºA e do 10.ºA participaram numa visita de estudo ao mosteiro da Batalha e às grutas de Mira de Aire, no âmbito das disciplinas de História e História A, Geografia, Ciências Naturais e Biologia e Geologia.

A atividade iniciou-se com a visita ao mosteiro da Batalha, o maior monumento de estilo gótico do século XIV em Portugal, mandado construir pelo rei D. João I, após a vitória portuguesa na batalha de Aljubarrota. A sua construção iniciou-se em 1386 ou 1387. Os alunos viram, fisicamente, as características deste estilo de construção, quer no exterior, quer no interior do mosteiro.A visita integrou vários espaços do mosteiro: a igreja; a Capela do Fundador (com o túmulo do rei D. João I e da rainha D. Filipa de Lencastre, ladeados dos túmulos de vários dos seus filhos e do neto:  Infante D. Henrique, Infante D. Fernando, Infante D. João, mestre de Santiago, Infanta D. Isabel de Barcelos,  Infante D. Pedro, duque de Coimbra, e do neto,  D. Afonso V); o claustro real; o claustro de D. Afonso V; a sala do capítulo, local onde atualmente se localiza o túmulo do Soldado Desconhecido, bem como Museu de Oferendas ao Soldado Desconhecido, situado no antigo refeitório do mosteiro, e onde estão expostos tributos de várias nações, personalidades e ex-combatentes ao Soldado Desconhecido. Finalmente, os alunos visitaram as Capelas Imperfeitas, onde se localiza o túmulo do rei D. Duarte, filho de D. João I, e da sua esposa, a rainha D. Leonor de Aragão.Depois do almoço, os alunos deslocaram-se às Grutas de Mira de Aire, integradas no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, com o objetivo de enquadrar diversas Aprendizagens Essenciais das disciplinas de Biologia e Geologia e Ciências Naturais.Esta visita permitiu observar in situ um notável exemplo de modelado em rochas calcárias, resultante da dissolução química do calcário pela ação de águas ligeiramente ácidas, ricas em dióxido de carbono. Ao longo do percurso subterrâneo, os alunos identificaram formas características, como estalactites, estalagmites e colunas, compreendendo os processos de precipitação do carbonato de cálcio que estão na sua origem.Esta experiência contribuiu para consolidar conceitos relacionados com a dinâmica das águas subterrâneas, a formação de cavidades e a evolução destas paisagens, promovendo uma aprendizagem contextualizada e significativa.