“Arruada Em Contramedo” mobiliza comunidade educativa em defesa da cultura, dos direitos e da cidadania

A “Arruada Em Contramedo”, promovida pelo Agrupamento de Escolas Pedro Álvares Cabral no âmbito do Plano Nacional das Artes e integrada no encerramento da Bienal Cultura e Educação #2, realizou‑se esta segunda‑feira, 24 de março, transformando Belmonte num espaço de afirmação coletiva, participação cívica e celebração da diversidade.

O evento reuniu alunos, professores, assistentes operacionais, técnicos, famílias, encarregados de educação e parceiros do Plano Cultural de Escola, numa ação nacional de ativismo artístico que se destacou pela força simbólica e pelo envolvimento de toda a comunidade.

Marcha do Silêncio: um momento marcante de consciência cívica

Entre os vários momentos vividos, a Marcha do Silêncio assumiu especial destaque. Num cortejo profundamente simbólico, os alunos caminharam com cartazes dedicados aos direitos sociais, produzidos no âmbito das aulas de Cidadania, AEC e EV.
A presença de famílias e encarregados de educação contribuiu para transformar este momento numa poderosa demonstração de compromisso social, respeito pelos direitos humanos e exercício pleno de cidadania.

Instalações artísticas “E em vez do medo?”: a arte como voz ativa

As instalações artísticas distribuídas pela encosta do Castelo de Belmonte deram corpo e voz a temas essenciais para a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e consciente. Cada trabalho materializou um direito fundamental, explorado de forma criativa e crítica pelos alunos:

  • liberdade religiosa
  • expressão coletiva
  • envelhecimento saudável e ativo
  • igualdade de género
  • proteção digital
  • liberdade de expressão
  • diversidade de identidades
  • liberdade artística

Criadas em contexto de aprendizagem e reflexão, estas instalações convidaram quem passou a sentir, pensar e dialogar, fazendo da arte um espaço de questionamento e de participação cívica.

Com o apoio de parceiros da comunidade, os trabalhos revelaram o empenho e a sensibilidade dos alunos, verdadeiros protagonistas das propostas visuais, performativas e tecnológicas apresentadas. A encosta do Castelo transformou-se assim numa galeria a céu aberto, onde a criatividade se juntou ao compromisso social.

Música, movimento e comunidade

Ao longo do trajeto, não faltaram também momentos musicais que animaram a arruada e reforçaram o caráter festivo e participativo da iniciativa. Mais do que um evento, a “Arruada Em Contramedo” tornou‑se um espaço de encontro entre gerações, onde a arte serviu de ponte para refletir, dialogar e agir.

Caminhar juntos, “em contramedo”

O objetivo da ação foi plenamente alcançado: demonstrar que a arte é uma ferramenta essencial de pensamento, diálogo e transformação social.
Hoje, a comunidade educativa provou que, quando caminha unida — alunos, professores, famílias e parceiros — torna‑se mais consciente, mais crítica e, sobretudo, mais humana. Fica o orgulho neste envolvimento coletivo e a certeza de que, em Belmonte, a diversidade é celebrada sem medo. Pelo contrário: seguimos em contramedo, unidos pela cultura e pelos valores que nos definem.